A praia de Ipanema divide com a de Copacabana o “trono” de a mais famosa do país e uma das mais badaladas do mundo.
Claro que Garota de Ipanema, famosa canção de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, colaborou muito para toda essa fama em torno da praia, mas, certamente, o que mais contribuiu para que ela, com o passar dos anos, se tornasse a preferida entre “nativos”, turistas brasileiros e estrangeiros, além das suas próprias características naturais, foi ter se transformado na catalizadora e divulgadora do melhor da cultura da cidade do Rio de Janeiro.
Por todos os seus 2.6 km de extensão, existe uma vasta distribuição das características variadas de seus frequentadores. Misturados ou separados por “tribos”, quem frequenta a praia de Ipanema sabe que o faz não só pela temperatura amena da água ou de sua areia branca e fina, mas por entender
que nenhuma outra praia da cidade simbolize, com tanta nitidez, o espaço democrático em que se possa desfrutar, nesse belo território público, uma liberdade quase plena. A praia de Ipanema não é “apenas” mais uma área de lazer da cidade. Desde o meado dos anos 60 que os seus frequentadores romperam essa fronteira que dividi o ato de ir a praia para “pegar um sol” e “dar um mergulho” do de saber quais são as novidades…qual é a nova moda.
Da Pedra do Arpoador até o limite com a praia do Leblon, no Canal do Jardim de Alah, a orla de Ipanema foi demarcada, oficialmente, pelos postos 7, 8, 9 e 10 mas ela foi, ao longo dos anos, à partir da década de 70, sendo “dividida”, naturalmente e culturalmente, pelos perfis específicos dos seus frequentadores. Cariocas ou não. Brasileiros ou estrangeiros. Mas, no geral, todos estão juntos e misturados. Democraticamente.

Os postos mais famosos e agitados


Arpoador
Também chamado de Arpex pelos locais e “galera”  das pranchas, é aonde surfistas dividem as águas que se chocam com as pedras, resultando nas melhores ondas das praias da Zona Sul,  com crianças, idosos, casais e turistas a procura dos melhores ângulos para fotografar a orla e, principalmente, o famoso pôr do sol que é emoldurado pelo mar, céu e pelos gigantes morros Dois Irmãos.

Posto 9
Se tornou o point mais badalado das praias cariocas no anos 70, quando, inicialmente, era conhecido e chamado de “Sol” por se localizar em frente ao hotel Sol Ipanema. É o local aonde a turma mais descolada da cidade marca encontros e frequenta. Universitários, artistas, intelectuais, pessoas mais politizadas, dividem esse pequeno trecho de areia. Falantes e descontraídos, se espremem, alegres e agitados, entre o mar e o calçadão.- ( Mais na seção “Points”: Posto 9 – Da Tanguinha ao Apitaço)

Posto 10
Em frente a rua Aníbal de Mendonça, e vizinho do Country Club, clube mais elitizado do país, com apenas 858 sócios, é frequentado, principalmente por jovens, artistas, modelos e representantes da sociedade carioca.

Coqueirão
Fica entre as ruas Joana Angélica e Maria Quitéria. Recebeu essa denominação por se localizar em frente ao maior coqueiro da orla ipanemense. De todos os pontos, é considerado o de maior concentração de gente bonita, por metro quadrado, dentre todas as praias cariocas.

Cap Ferrat
Está localizado antes do Posto 10 e em frente ao luxuoso prédio Cap Ferrat. É frequentado, em sua maioria, por jovens da elite carioca.

Farme
Em frente a rua Farme de Amoedo, se tornou, desde o final dos anos 90, o ponto preferido por gays, lésbicas e simpatizantes. É demarcado por bandeiras com arco iris estampados.

Vinicius de Moraes
Em frente a rua do famoso poeta, se localiza, talvez, o ponto da praia mais tranquilo entre todos. Frequentado, principalmente, por famílias, crianças, idosos e para quem quer apenas curtir um sol e dar um mergulho desacompanhado

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Foto: Angular Fotos Aéreas

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Rico360 Graus