A História de Ipanema – Parte I

 

Existem provas de que os primeiros agrupamentos indígenas assentaram na região que atualmente engloba Ipanema e Leblon desde o século VI. Que todo esses espaços dos dois bairros já eram habitados.

Ipanema e Leblon
Ipanema – Final do século XIX

Um mapa francês de 1558 marca duas aldeias tamoias naquelas áreas, uma em Ipanema (aldeia “Jaboracyá”) e outra no Leblon (aldeia “Kariané”). As duas conseguiram sobreviver aos primeiros anos da da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1565, mas foram eliminadas 10 anos depois por Antônio de Salema: “Governador da Parte Sul do Brasil”.

Ipanema e Leblon2
Ipanema selvagem – Montagem fotográfica/ilustração.

Salema, ambicioso e inescrupuloso, desejou fortemente aquelas terras ocupadas pelos indígenas. E de 1575 à 1578, em seu mandato de três anos, mandou espalhar roupas infectadas por doentes nas matas da região, eliminando, consequentemente, todos os índios por contágio – já que os primeiros habitantes da região e de todo o país, nunca haviam tido contato com as doenças do “homem branco” e, por isso, não tinham imunidades à elas.

Mas o governador não ambicionava apenas aquela região. Na área onde hoje se localiza o Jardim Botânico, Salema mandou construir um engenho de cana de açúcar, ao qual denominou “D`El Rei”. O engenho não deu resultados de início e em 1584 foi sugerida sua venda. Um pouco mais de uma década depois, ele foi vendido ao Vereador Diogo de Amorim Soares, vindo da Bahia, que o rebatizou de “Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa”. Soares, se mudando da cidade em 1609, revendeu as terras a seu genro, Sebastião Fagundes Varela, natural de Viana do Castelo, Portugal, que logo ampliou as instalações do engenho e, para tal, cobiçou para sua empresa os terrenos de marinha.

 

 

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Parte 2