A História de Ipanema – Parte 3

 

Em 1886, Quando o Barão de Ipanema herdou o terreno, toda a área era um areal desvalorizado e que pertencia a Fazenda Copacabana. Na região, só se chegava de canoa, de barco ou a pé. Mesmo com todas essas dificuldades por causa dos obstáculos naturais, o Barão e o seu sócio Coronel Antonio José da Silva, resolveram explorar a área comercialmente. A planta do futuro bairro já apresentava 19 ruas e duas praças. E em 1884 surgia a Villa Ipanema, com ruas e lotes colocados à venda.

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Bondes faziam o transporte que ligava Ipanema à Copacabana e Botafogo.

8 anos depois, em 1892, começava a funcionar a primeira linha de bonde. Puxada a burro sobre trilhos de madeira móveis ligando o bairro à Botafogo e a atual Praça Serzedêlo Correia, em Copacabana. Em 1894, a linha foi estendida até o Posto 6, na época conhecido como Praia da Igrejinha. No mesmo dia, o Barão inaugurou uma outra que ampliava o trajeto até a Villa Ipanema. Os seus negócios naquela área começaram a dar resultados e o Barão de Ipanema começou a vender suas terras, principalmente a imigrantes alemães, franceses, judeus e italianos. Em 1902 a Vila Ipanema já possuía 118 casas, e os pioneiros moradores tinham que enfrentar sérios problemas de estrutura como falta de urbanização, alagamentos e o convívio com vários focos de mosquitos.

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Obra de calçamento em uma das ruas de Ipanema, junto a Lagoa Rodrigo de Freitas, em 1922

Com o início do desenvolvimento do bairro, mesmo que tímido, as primeiras ruas foram sendo criadas e diversas tiveram seus nomes dados em homenagem à família do sócio do Barão de Ipanema, como:
– Dario Silva atual Aníbal de Mendonça; a Pedro Silva, atual Garcia D’Ávila; a Otávio Silva, atual Maria Quitéria; a Oscar SIlva, atual Joana Angélica e a Irineu Silva, que deixou de existir; todos sócios de empreendimentos imobiliários da urbanização das áreas que deram origem ao Bairro.

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Obra na Av. Vieira Souto em 1928

– Outras ruas homenageavam alguns amigos do Barão, como: Alberto de Campos, genro do Barão; a Montenegro, outro genro do Barão que é a atual Vinícius de Moraes. A Rua Visconde de Pirajá já se chamou Rua 20 de Novembro, também em homenagem ao Barão.
– Em 1922, o Prefeito Carlos Sampaio preparou a cidade para as comemorações do Centenário da Independência do Brasil e, nesta época, os nomes das ruas foram mudados para homenagear brasileiros que tiveram participação ativa nas lutas.

 

 

 

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